108 | Perdoar uma ingratidão não significa que ela vai deixar de doer

Eu já ouvi me chamarem de polêmico, de ‘quizumbeiro’ ou de ‘falso pastor’ que não entende nada da Palavra de Deus.

E por que dizem isso?

Porque eu toco em temas e falo VERDADES que são difíceis de ouvir (digerir) e muita gente não gosta de ouvir VERDADES que confrontam com o pecado, e por outras vezes, eu DESTRUO mentiras pastorais que tem por objetivo prender as ovelhas e sugarem delas até o último centavo.

Como diz o meu mentor, Apóstolo Antonio Bueno:



Ou ainda como diz o meu melhor amigo, o músico e analista de sistemas, Marcelo Dutra:



Eu vou te dar um exemplo mais claro: Eu aconselho, estou sempre disponível para ouvir e socorrer, escrevo pastorais diariamente e atendo quem me procura de Segunda à Segunda das 08h as 18h e as vezes muito mais tarde.

Agora eu te desafio, em nome de Jesus Cristo de Nazaré, alguém falar que eu cobrei por algum atendimento.

Ninguém vai falar por que eu nunca fiz isso.

Atitudes e serviços pastorais são voluntários. Se a pessoa quiser te abençoar com uma oferta, que bom, mas não deve ser cobrado.

E vou além sobre ingratidão e serviço…

O que mais dói na gente, e creio que em você também, é quando você ama, dedica-se, escuta, ora, chora, preocupa-se, fica agoniado, quando você, por uma pessoa, andaria 1, 2, 3, 4, ou 5 milhas por alguém e essa pessoa simplesmente vira as costas para você e não te dá o devido valor ou a atenção que você merece!

O nome disso é Ingratidão.

Ingratidão é falta da gratidão, de ser grato, deixar de agradecer, deixar de reconhecer que outra pessoa preocupou-se com você. Deixar de reconhecer que outra pessoa dedicou tempo, investiu sentimentos e gerou em si preocupações por você, à seu favor.

Isso é ingratidão.

Como cristãos e pessoas que tem um bom coração e um caráter, devemos perdoar toda e qualquer ingratidão que tenhamos recebido, está claro isso?

Mas a falta de caráter do outro, por que ingratidão aponta para falta de caráter, não pode corromper o nosso caráter, ou seja, devemos perdoar toda e qualquer ingratidão recebida. Isso está claro também?

Agora o fato de você perdoar não que dizer que a ingratidão vai parar de doer como num ‘passe de mágica’.

Perdoar uma ingratidão não significa que ela vá deixar de doer.

Comigo funciona assim: Eu desprezo o desprezo. Se me desprezarem, eu desprezo o desprezo que me deram porque o desprezo só tem força contra você quando você o preza, quando você dá valor ao desprezo recebido, quando você despreza o desprezo que te deram, ele já não tem forças contra você e não te faz mal e nem causa dor, porque você ignorou, desprezou o desprezo…

É o mesmo com a ingratidão.

Despreze a ingratidão recebida e ela não te causará males ou dores, mas se por acaso você não conseguir desprezar o desprezo ou a ingratidão recebida, mesmo que doa, perdoe

Eu perdoo todo o desprezo ou ingratidão recebida, agora, se eu voltarei a andar com aquela pessoa ou se voltarei a me preocupar com ela, existe entre o perdoar e o andar um abismo profundo e extenso.

Muito maior do que a Fossa das Marianas, que fica localizada nas Ilhas Marianas no Oceano Pacífico e apresenta 11.034m de profundidade. Ela é o abismo, chamado de fossa, com a maior extensão do mundo.

Perdoar é um coisa, agora, voltar a mover uma palha, é outra atitude diametralmente oposta.

Ficou claro?

Léo Vilhena
Twitter: @LeoVilhena50
Twitter: @BReflita
17/06/2022