82 | Na sua igreja, você tem um Grupo Musical ou um Ministério de Louvor?

Olá meus irmãos…

Ontem eu tive uma reunião com uma determinada pessoa e entre outros assuntos, falamos de ‘Musica na Igreja’.

Por que existem diferentes grupos dentro de uma igreja. Algumas pessoas não conhecem essas diferenças e outras não tem conhecimento ou sensibilidade para saber ou reconhecer essas diferenças.

Existem os cantores, existem as bandas, existem os grupos e existem os ministérios

Vamos falar destas diferenças.

Léo Vilhena


Pela minha experiência com grupos de louvor (seja como um membro ou como líder de um grupo), e por minhas observações da paisagem da liderança de louvor atualmente, parece que há quatro tipos diferentes de grupos de louvor. Quatro maneiras de fazer isso. Quatro abordagens de como estruturar, ver e liderar um grupo.

primeiro tipo de grupo de louvor é aquele que apenas preenche espaços.

Precisa de um guitarrista? Tom é o guitarrista. Precisa de outro? Ah, agora você tem Frank como guitarrista adicional. E, nesse mês, você precisa encontrar outro cantor ou cantora para preencher um espaço. Vamos pedir para que a Sally preencha essa vaga. E quanto ao baterista do terceiro final de semana do mês? Esse é o espaço do Brian. Ele será o baterista.

Nesse tipo de grupo de louvor, os membros são nomes do Centro de Planejamento, sua contribuição é apenas preencher espaços musicais, e o trabalho do líder de louvor é preencher todos os espaços para que ele tenha o que precisa. Se o Tom decide deixar a igreja, ninguém da equipe realmente se importa ou sabe disso, pois você apenas troca-o pelo Andy. Ou, se seu baterista Brian quebra o braço e não pode tocar bateria, o grupo não está preocupado de verdade com o Brian, mas preocupado em conseguir outro baterista para preencher o espaço do Brian.

Ninguém está sendo particularmente edificado, ou conectado, ou encorajado, ou cuidado. Todos são um nome em uma agenda. Se reúnem para tocar, geralmente sem ensaios, eles formam um grupo, não são um ministério.

segundo tipo de grupo de louvor é uma banda.

Você escolhe um nome. Tem um vocalista. Tem um vocal de apoio. Você tem membros que parecem bem zangados. Você faz tours. Você grava. Você faz as performances. Você faz sessões de fotos. Você é legal.

Nesse tipo de grupo de louvor, os membros são mini celebridades e o líder de louvor é a celebridade principal, que fica à frente do resto da banda na sessão de fotos. Quando músicos novos ou com menos habilidade se juntam a sua igreja, a única esperança deles se envolverem na banda é se eles atingirem esse alto nível de algum modo e vestirem os tipos certos de roupas.

É difícil para o músico médio ser parte desse tipo de grupo de louvor. E é um desafio manter o grupo a longo prazo, pois há membros que o deixam, ou o orçamento diminui muito, ou uma década se passa e os modismos musicais passam por você.

Eles se acham mais importantes que o culto em si e você percebe isso em suas posturas de estrelas, mesmo em um comunidade pequena ou grande. São estrelas, mas não são um ministério de louvor.

terceiro tipo de grupo de louvor é um sistema de castas ou escalões.

Há os altos escalões: tocar e/ou cantar nos cultos de Domingo. Há os escalões médios: ministério de jovens, retiros, jovens adultos. E, há os escalões inferiores: ministério de crianças, terceira idade, ou grupos familiares.

Nesse tipo de grupo de louvor, os membros estão sempre tentando chegar ao topo. Mesmo que para isso tenham que derrubar alguém para chegar lá.

São músicos de escalas, mas não se preocupam com o ministério de louvor. Estão preocupados quando vão cantar ou tocar…

Quando um músico mais dotado junta-se à igreja, outros músicos são ameaçados, e têm que proteger seus lugares no escalão. Membros dos escalões inferiores não acreditam que seus dons importam ou são apreciados. E o líder de louvor está constantemente controlando egos, lidando com sentimentos de mágoa, evitando fazer avaliações e colocações de dons honestos no grupo, e potencialmente modelando ou quebrando a identidade de alguém, simplesmente pelo local onde ele coloca cada pessoa na agenda.

Por fim, o quarto tipo de grupo de louvor é um corpo. esses sim, fazem parte de um ministério de louvor, e Paulo pinta um retrato dele em 1 Coríntios 12.

Para resumir: Em um corpo, há variedades de dons e serviços, mas o mesmo Senhor. Há dons diferentes dados pelo Espírito, mas todos são capacitados por esse mesmo Espírito. É um corpo, com muitos membros. Os membros diferentes (como os pés e as mãos) precisam uns dos outros. Os membros diferentes (como ouvidos e olhos) pertencem uns aos outros. Deus organiza os membros como o agrada. Os membros mais fracos são indispensáveis. A honra é dada uns aos outros. Não há divisão. Quando um membro sofre, todos sofrem. E quando um membro é honrado, todos se regozijam, juntos. Esse é o tipo de grupo de louvor que eu quero construir! 

Jamie Brown. Copyright © 2015 Worthily Magnify. Original: Four Types of Worship Teams

Tradução: Milton Fernandes. Revisão: Filipe Castelo Branco.


Nesse ministério de louvor as preocupações são com os cânticos congregacionais, onde a congregação é levada a adorar a Deus, não com músicas de mensagens, músicas de guerra, músicas de batalhas, músicas de encorajamento, músicas triunfalistas, músicas de testemunho, músicas com temáticas… Essas músicas NÃO DEVEM FAZER parte do set-list de um ministério.

Ministério de Louvor e Adoração é somente com músicas de adoração.

Nos cânticos congregacionais o ministério através da sua adoração fará a igreja adorar.

É um reflexo e uma resposta.

Você nem precisa mandar a igreja bater palmas, você não precisa mandar a igreja ficar de pé, não precisa mandar a igreja glorificar a Deus, não precisa mandar a igreja gritar ou adorar, porque a igreja fará tudo isso NATURALMENTE em resposta ao reflexo que o ministério de louvor estará espelhando.

Você perceberá o crescimento da saúde espiritual daquela igreja, pois o ministério verdadeiramente é de louvor e adoração.

Um louvor com unção refletirá na vida da igreja.

Músicas emocionantes ou até lindas letras e melodias, NÃO QUER DIZER que sejam cânticos congregacionais para serem cantados com a igreja como CORPO.

Exemplos de músicas não-congregacionais, lindas, com conteúdo, mas que devem ser evitadas por um ministério, devem ser cantadas em solos ou por bandas:

  • Sabor de mel
  • 500 graus
  • O leão e o cordeiro
  • Vou seguir
  • Espelhos mágicos
  • O tempo
  • Aos pés da cruz
  • Jesus é amor
  • Palácios
  • Baião
  • Fronteiras
  • Voo razante
  • Manhãs de outono
  • Nuance…

Nas músicas não-congregacionais você percebe que a igreja é fria espiritualmente, mesmo que batam palmas… Porque essas músicas são para apresentações.

Exemplos de músicas congregacionais, que devem ser cantadas por um ministério:

  • Ele é exaltado
  • Oferta de amor
  • Toma o teu lugar
  • Grande é o senhor
  • Toma o teu lugar
  • Teus altares
  • Lugares altos
  • Corpo e família
  • Seja o centro
  • Eu te busco
  • Senhor te quero
  • Glórias ao cordeiro
  • Teu milagre
  • Grandioso és tu
  • Solta o cabo da nau
  • Porque ele vive
  • Mover do espírito
  • Segura na mão de Deus
  • Jeová é o teu cavaleiro
  • Faz chover
  • Ele é exaltado
  • O Leão da tribo de Judá
  • Ao único
  • Renova-me
  • Alto preço
  • Reina o Senhor
  • Jesus em tua presença
  • Não há Deus maior
  • Estrela da manhã
  • Rompendo em fé
  • Deus cuida de mim
  • Sonda-me
  • Deus de promessas
  • Olha pra mim
  • Tua graça me basta
  • Marca da promessa
  • Restitui
  • Bendito serei
  • Adorai
  • Celebrai
  • Jesus Cristo é o motivo da minha canção
  • Precioso amigo
  • Jesus

Eu vou postar um vídeo onde esta NÍTIDA a presença do Espírito Santo de Deus, você perceberá que a unção do grupo para a igreja é um reflexo dessa adoração. O líder de louvor, o pastor Ron kenoly, em momento algum pede para o povo fazer algo, ele NÃO PEDE para o povo adorar, ele NÃO PEDE para o povo ficar de pé, levantar as mãos, jubilar… NADAAAA..

O povo faz tudo isso em reflexo da adoração que sai do palco para a igreja.

Repare bem nos detalhes – Repare bem na resposta da igreja à adoração:

Léo Vilhena