93 | Vamos refletir sobre caráter?

Talvez, você que não me conheça, você pode se assustar com esse testemunho, mas ele vai servir para alguém…

Eu tive uma infância muito complicada, atribulada e com total ausência de caráter. Eu mentia, enganava e roubava e esse era o meu ‘prazer’. Eu tinha ‘alegria e paz’ em roubar e mentir.

E a maioria dos roubos era para ficar curtindo com os “amigos” em um bar bancando ‘tira-gostos’, cervejas pros outros e refrigerante para mim. Nunca gostei de cerveja. Nosso prazer era reunir uma galera e bancar geral…

Quando eu digo de roubar, era assalto mesmo. Até a casa da minha avó, eu já assaltei e é a minha maior dor na alma até hoje, porque eu não tive chances de pedir perdão a ela… Pedir perdão e restituir…

Eu era um bicho e um lixo de ser-humano na minha infância e adolescência.

Eu posso afirmar isso por que só eu sei aonde eu cheguei, aonde eu caminhava e quais os limites que eu cruzei. Eu era um lixo.

Eu não confiava em mim mesmo, imaginem as pessoas?

Tudo mudou quando o meu primeiro filho nasceu. Isso foi em 1998. Eu tinha 27 anos, eu já era um homem feito. Eu já tinha entrado para o Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil.

Quando eu tive o primeiro contato com ele, através do vidro do berçário do Hospital da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, na Tijuca – Rio de Janeiro, eu chorei profunda e solitariamente, eu chorei rios, riachos, mares de remorsos por ser quem eu era, e ali na minha frente estava um pequeno ser que iria precisar ter uma referência de caráter. Ele precisaria de mim.

Foi ali que tudo mudou em minha vida…

Foi uma mudança fácil?

O passado ainda me cobrava e batia a minha porta?

SIM!

Mas eu paguei pra ver. Eu resolvi enfrentar a realidade.

Desde aquele dia eu decidi que, mesmo se a resposta fosse constrangedora ou me causasse ‘problemas’, seja ela qual for a resposta, eu respondo com a verdade, por mais inverossímil ela possa ser, mas eu respondo com a verdade.

Essa reflexão nasceu durante uma conversa que eu tive ontem com a minha doce Anne…

A verdade passou a ser a tônica da minha vida, a verdade é o leme que me direciona para onde eu vá.

Naquele dia eu decidi que NINGUÉM teria moral para dizer que eu estava mentindo. E até hoje eu cumpro a minha promessa.

E isso me faz entender que só depende de nós sermos sinceros, genuínos e verdadeiros com os outros.

Mentir é uma decisão e ela aponta para falta de caráter.

Mas, dizer a verdade também é uma decisão e ela aponta para alguém de fibra e caráter.

Não estou falando de religiosidade e muito menos de cristianismo, eu estou falando de tomadas de decisões e eu te oriento a falar a verdade sempre, em toda e qualquer situação.

Mentir, enganar ou faltar com a verdade por alguns segundos vai te aprisionar por toda uma eternidade para você ter que manter aquela mentira dita em segundos, então, por que não falar a verdade sempre e sentir-se livre com a própria verdade?

E eu vejo pessoas mentindo por tão pouco, ou por coisas grandiosas, mas seja como for, é falta de caráter, é desvio de personalidade…

Eu vou repetir: por que não falar a verdade sempre e sentir-se livre com a própria verdade?

Aos 51 anos de idade eu sou Jornalista Profissional formado com DRT/MTB definitivo, Programador de Sistemas formado pela Google, músico autodidata (Violão, Baixo e Bateria), escritor (128 livretos escritos e publicados), Editor de um jornal, Secretário-Executivo da União Brasileira de Profissionais de Imprensa e tenho 7 filhos.

E tudo começou aos 27 anos após uma decisão…

Pare, Pense e Reflita.

@LeoVilhena50